terça-feira, outubro 31, 2006

Heil, Lula!

Pois é: enquanto a babacalha de sempre faz a festa, seus paus-pra-toda-obra já estão em ação:

Jornalistas são intimidados por delegados na PF, jornalistas são agredidos em frente ao Palácio do Planalto ( pois é, Ceni, a malta já escolheu o Judas que quer malhar...), e no aeroporto de Brasília, e Marco Aurélio Garcia, com sua cara de pilantra e ar de mafioso de esquerda acusa os jornalistas e dá a entender que eles merecem isso, mesmo.

Lula diz para a oposição ‘não atrapalhar’....

Os camisas pretas estão na rua, mas, como bem diz o Reinaldo Azevedo, eles agora vestem vermelho.

Sinceramente, quase que gosto da situação.

Gostaria de ver a reação dos recalcados da história, que dominam os meios cultural, político e acadêmico do Brasil quando Lula e sua canalha instaurarem uma ditadura de corte chavista por aqui...

O Cara!

Rogério Ceni, goleiro do São Paulo Futebol Clube há 16 anos e 700 jogos, com 66 gols na carreira ( 43 de falta e 23 de pênalty ), sendo o maior artilheiro entre os goleiros em toda a história do futebol mundial, Campeão Paulista, do Torneio Rio-São Paulo, de alguns torneios internacionais, da Copa doMundo, da Libertadores da América e do Mundial Interclubes, talvez o maior ídolo da história do maior clube de futebol do Brasil e um dos 3 ou 4 maiores do mundo, esse sujeito foi o entrevistado do programa Roda Viva desta segunda, na Rede Cultura.
Foi uma ótima entrevista, apesar de o time de entrevistadores estar aquém do que seria possível – Armando Nogueira e Paulo Vinícius Coelho, ou Paulo César Vasconcelos, ou Alberto Helena Jr, ou Tostão, ou Daniel Piza, ou Juca Kfouri, qualquer um desses poderia estar presente no lugar, por exemplo, da péssima Marília Ruiz ou Luiz Gonzaga Belluzo ( que até que não foi mal, não; muito pelo contrário, apesar de não ser um especialista ).
Rogério confirmou sua fama de ser um cara de personalidade, bocudo até. Ao contrário de a maioria de seus colegas de profissão, não tenta parecer diplomático ou conciliador, não tenta posar de ‘rapaz legal’.
Fala o que pensa. E ele pensa.
Bateu na imprensa esportiva, dizendo que a maioria dos cadernos esportivos dos grandes jornais não merecem ser lidos, no que está coberto de razão, e elogiou o jornal Lance! ( do que eu discordo ); bateu duro nos governantes do País, afirmou ter votado em Geraldo Alckmin (yeah!!!), criticou os jogadores em geral por causa de seu desinteresse dos seus próprios direitos, afirmou ser contra greves de silêncio como as que estão em voga nos rivais Palmeiras e Corinthians, dizendo, inclusive, que foi contra a greve do mesmo tipo levada a cabo pelo elenco do São Paulo quando da disputa do Mundial Interclubes em Yokohama, em dezembro de 2005.
E, melhor de tudo, cobrou da população brasileira uma atenção e preocupação no que diz respeito aos rumos políticos, econômicos e sociais do País da mesma intensidade dispensada àquelas relacionadas ao futebol:’Nunca vi ninguém na porta do Palácio do Planalto pra bater em governante quando ele faz besteira’, disse, referindo-se aos baderneiros que costumam recepcionar jogadores com violência em aeroportos pelo país.
Só refugou quando perguntado sobre Ricardo Teixeira: disse que não tinha elementos para formar uma opinião pois não o conhecia pessoalmente, que Ricardo Teixeira nunca havia lhe feito nada de mal, etc...
Sei...
Não quis se indispor com o chefão da CBF em época de renovação na Seleção, isso, sim.
Mas o saldo foi altamente positivo.
Rogério é o cara.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Uma canção a cada dia


Como dizem os espanhóis:
viver bem é a melhor vingança.
Lula venceu, com a ignorância e a desonestidade que lhe caracterizam?
Pois então, vamos ouvir Oscar Peterson, com Niels Pedersen e Ray Brown.
A canção é Sweet Georgia Brown, uma gravação dos anos 70, em Montreaux.
Os baixistas, a julgar pelos seus semblantes, estão gostando tanto de ouvir e ver o grande Peterson quanto de tocar....
Parece que nem querem se meter muito na música.
Pra esse vale dizer: deixa o homem trabalhar.

Tsc, tsc, tsc...

Está feito.
Teremos mais quatro anos de Lula.
Mais quatro anos de roubo, de mentiras, de idiotice e de vergonha.
Mais quatro anos de desperdício de chances de melhoras no desempenho econômico, de aviltamento das instituições, de elogios ao mau-caratismo como prática política.
Ainda mais 1300 dias de bobagens diárias nos jornais, na TV, nas rádios, nos blogs; sofreremos mais um pouco com o despreparo e a desconversa petista.
Está feito.
A culpa é do povo?
Sim. É de todos nós. Dos que votaram em Lula, principalmente, mas daqueles que não flertamos com a burrice, também.
Da mídia, sem dúvida, da oposição, fraca, estúpida e sem vontade, com seu maquiavelismo ridículo e primário ( coitado do Machiavel..).
E não adianta dizer que as regiões mais ilustradas e mais dotadas de informação do País resistiram e se insurgiram contra o Ladrão. Isso é mentira.
Daniel Piza fala disso e demonstra o porque de essa afirmação ser falsa em um curto post em seu blog.
Quem vai um pouco mais a fundo na análise dos fenômenos que definiram o cenário grotesco a que chegamos, com os erros da oposição ( e de Alckmin, em especial ) é o Reinaldo Azevedo, em uma série de alentados e muito pertinentes textos, também em seu blog.
Reinaldo Azevedo, aliás está praticamente sozinho em sua lamentação pelos resultados deste domingo nas eleições, com a vitória vistosa, nas palavras dele, de Lula. A maioria dos colunistas que li está entre o satisfeito e contente, leve de prazer, como Fernando Rodrigues e Marcelo Coelho, por exemplo, até o triunfalismo babaca e semi-analfabeto de um cidadão desprezível como Mino Carta, passando pelo escrito carregado de uma emoção redentora mal-disfarçada, ‘argumentando’ com base em hipóteses saídas da mais típica sociologia de boteco legitimamente brazuca de Paulo Moreira Leite.
Mas, como demonstram os exemplos do Daniel Piza e do Reinaldo Azevedo, existem aqueles que não se dobram à mediocridade da maioria e continuam a bater em quem merece apanhar sem parar.
Ainda que seja censurado por isso. Ainda que perca parte de seu ganha-pão, em virtude de sua independência.
É o caso, emblemático, de Olavo de Carvalho, que viu sua contribuição com artigos para o jornal Zero Hora ser suspensa em virtude de sua oposição ao governo corrupto, cleptocrata, assassino e mendaz do analfabeto fanfarrão.
É isso aí.
P.S. – o slogan de campanha de Lula neste ano foi “Não troque o certo pelo duvidoso”, uma desonestidade intelectual e histórica em se tratando de quem se trata.
Mas pelo menos deu oportunidade a um texto muito bem escrito ( e magistralmente pensado ) do Paulo Zappi, no Strangeman's Paradise.
Como ele mesmo diz, até essa eleição teve seu lado bom.

terça-feira, outubro 24, 2006

Uma canção a cada dia


Uma das bandas legais que apareceram nos últimas tempos:
The Magic Numbers.
A canção é Love´s a game, do primeiro disco The Magic Numbers, de 2005.
Suave, melódica, uma levadinha muito boa.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Rubinho Who?

Schumi 'pilota' o pascácio: como nos velhos tempos...
Mesmo com Alonso sendo campeão, com o gênio, o maior de todos os tempos Schumacher se despedindo e com Massa vencendo o GP do Brasil, o destaque do fim-de-semana na Fórmula 1 é Rubinho Barrichelo!
Rubinho Barrichelo é um prodígio. O cidadão é um assombro.
Sua mediocridade é oceânica, seu recalque é hilariante, seu talento inexiste.
Ao ver Felipe Massa, um piloto que até agora não parece ser nenhum Piquet, vencer em casa em sei lá, 2 anos de F1, coisa que ele próprio ainda não conseguiu em o quê, uns 15 anos?, mesmo tendo corrido de Ferrari uns 6 anos, qual a sua reação?
‘Ainda venço, aqui’, disse. E emendou: ‘Quando eu estava lá ( na Ferrari ) fomos campeões de construtores – este ano, não conseguiram nada.’
E isso depois de ter dito, durante a semana, que Schumacher seria ‘esquecido’ com o tempo.
Não adianta querer dar uma de bocudo, Rubinho...
Quem nasceu pra capacho, quem sempre dobrou a espinha, quem estará eternamente ao largo do que interessa jamais terá luz própria.
Quem definiu perfeitamente o Burrinho, aliás, foi o Villeneuve, quando o brazuca foi pra Ferrari:
“Ele vive tomando tempo do Irvine, imaginem com o Schumacher...’
É isso aí.
Rubinho, a tartaruga, o Pé-de-chinelo, o Burrinho, o Homem-Piada.
Vá lustrar os troféus da Granja Viana, rapaz...

quinta-feira, outubro 19, 2006

Uma canção a cada dia


Esse é Paulinho Nogueira, tocando a Bachianinha Nº 1.
Repare no desprendimento e delicadeza; no relaxamento e informalidade dele ao executar grande arte.
Pra enfrentar nossos tempos medíocres.
Um quase-antídoto.

quarta-feira, outubro 18, 2006

De indignação e bocejos

Frank Furedi é um dos melhores textos da atualidade. Escreve ensaios estimulantes, sempre informados por pontos de vista originais e reveladores. É possível lê-lo em seu website e também na revista eletrônica britânica Spiked!, onde, nesta semana, ele dá um depoimento belo e tocante sobre o que ele chama de Minha Revolução Húngara.
Nesse texto ele narra sua experiência na Budapeste de 1956, durante a eclosão e seguinte repressão brutal da revolução popular húngara contra o regime stalinista que subjugava o país. É um relato das experiências do então garoto de 9 anos de idade filtradas e analisadas na voz do já experiente e competente cientista social.
Furedi diz que aquele foi o golpe mortal no stalinismo, no comunismo como força influenciadora das idéias da classe intelectual no mundo inteiro. Diz que não seria possível, após a repressão armada a um movimento popular que ansiava por liberdade, que o esquerdismo de matriz comunista e stalinista continuasse a formar as cabeças da classe pensante.
Quem dera!
50 anos depois, aqui no Brasil, o stalinismo moreno, de cuecas recheadas e mendacidade institucionalizada comemora índices de popularidade. E a malta regozija-se com isso...
Já não se faz um povo como antigamente.

terça-feira, outubro 17, 2006

E não se fala mais nisso.

Nem vou comentar nada.
Guilhereme Fiúza disse tudo em sua coluna no site nominimo.
Erraremos de novo, com a força do povo.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Brasil, Um País de Tolos

Existe uma musiquinha dos 90, uma cançãozinha bem fraca, na verdade, nem me lembro de quem ( é de uma dessas bandinhas que apareceram naquela época e que continuam a encher o saco até hoje, não sei se é o Skank, o Cidade Negra, enfim, uma dessas coisas. Quem conhece vai lembrar de quem é; quem não conhece, não se preocupe: não está perdendo nada ), mas que tinha duas frases razoáveis: a nossa indignação é como uma mosca sem asas; não atravessa as janelas de nossas casas.
Lembrei dela a propósito deste começo de disputa de segundo turno.
Pois o que ocorre é o seguinte: não sei o que me desanima mais, a cara-de-pau do PT em usar de quaisquer artifícios, por mais baixos, enganosos ou desonestos que sejam, ou o fato de que todos esses artifícios dêem resultado junto à população.
A recente gritaria contra o suposto tom desrespeitoso para com o Presidente e a ( também suposta ) exagerada agressividade durante o debate de domingo passado exibidos por Alckmin.
Até isso, um clamor flagrantemente falso, colou.
E onde entra a indignação, nisso tudo?
Simples: eu mesmo não fico indignado tanto com o fato de estarmos endossando um governo corrupto e ineficiente como há tempos não se via por aqui, mas sim com o fato de o País estar sendo tratado como um aglomerado de imbecis e aceitar essa posição.
Não sei se me fiz claro: o que me aborrece mais não é a corrupção e a desonestidade política, cultural, intelectual e cívica que grassa no País, mas o fato de ela ser sustentada junto à população com mentiras sobre mentiras e ser calmamente aceita.
E isso é errado!
Não o fato de existir corrupção e ineficiência flagrantes e de elas serem toleradas, pois isso é óbvio que é errado. O que é talvez tão deletério quanto esse fato é o fato de a maioria, creio, assim como eu, se revoltar mais com os expedientes usados pelo governo para escamotear, justificar, amaciar suas malfeitorias e com o resultado sempre, invariavelmente bastante positivo desses artifícios junto ao povo brasileiro.
Uma espécie de preciosismo moral e cívico, digamos.
Nesse sentido é que eu acho que a indignação da maioria das pessoas que se opõem ao governo cleptocrata sob o qual vivemos não consegue mesmo ultrapassar nossas janelas: essas discussões sobre a credulidade ou sobre a ingenuidade do eleitorado lulista só serve para desviar o foco justamente do que é essencial, ou seja, faz o jogo do inimigo ao ficar rodando em falso ao redor de um eixo incompreensível e absolutamente desprovido de interesse para a maioria da população, que é a questão da cara-de-pau do Presidente e sua máfia.
Talvez um enfoque mais concentrado em questões mais palpáveis, sobre a corrupção mesma, sobre as reais implicações das opções do governo nas questões orçamentárias, algo, enfim, mais concreto desse mais resultado. É claro que as tramóias e chicanas petistas devem ser desmascaradas, mas não me parece que a tática oposicionista esteja dando resultados eleitorais, que é o que interessa, neste momento.
Essa tática de desconstrução das mentiras petistas pode, e deve, prosseguir após as eleições, seja qual for o resultado. Mas agora a prioridade é vencer a eleição, com as armas que se fizerem necessárias.
E o mais irônico em tudo isso é que eu escrevo este texto não por amor ao País ( que eu quero mais é que afunde no mar), mas por não suportar mesmo uma corja tão desonesta e mentirosa ( pra não dizer canalha e baixa e podre e sem-vergonha etc ) desfilar sua empáfia e vanglória impunemente.
Não agüento ver tudo isso ser aclamado em praça pública. Tanta idiotice incomoda.
Pois é: esse é o meu Mea Culpa.
Vai ver que geografia é, afinal, destino.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Alegria, Alegria

Não sei o que me fez dar mais risada, no vexame corintiano desta noite: a pixotada ridícula de Magrão, o Judas, o bate-boca entre Clodovil e Beyoncé ou o fato de terem tomado de 4 de um time medíocre como o Lanús, sendo, dessa maneira, desclassificados de mais uma competição internacional.
Só vendo as imagens dos gols pra entender por que eu sempre digo:
Esse time só me dá alegria!

domingo, outubro 08, 2006

Massacre Alckmista

Tentei ver o debate entre Alckmin e Lula na íntegra.
Não consegui. Políticos me irritam. Petistas, sobremaneira.
Lula supera a todos: sua evidente falta de asseio pessoal, sua empáfia criminosa, seu absoluto desconhecimento de uma gama infinita de assuntos, sua desavergonhada desonestidade intelectual...tudo isso me repugna.
Dos pedaços que vi, e pelo que leio por aí, Alckmin massacrou.
Ótimo.
Não faz nada mais que a obrigação: um sujeito experiente, educado e bem-informado como ele não pode se contentar com nada menos que um massacre, ao debater com um semi-analfabeto bêbado de bazófia.
A nota de vergonha pela parte da oposição fica para o inacreditável José Serra, em sua entrevista ao final do debate, quando instado a comentar se negou a fazer um miserável elogio ao candidato de seu partido. Na seqüência, Marta Suplicy só não chamou Alckmin de gente-fina....
Esnobado por Serra e apoiado pelo casal Garotinho: Alckmin deveria levar ao pé-da-letra o ditado – antes só...